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terça-feira, 31 de julho de 2012


Ciclo


- Um sorriso, algo que eu não via a bastante tempo em sua face maltratada pelo sol e pelas crueldades do tempo.
Sinceramente nunca lhe vi tão feliz e radiante, foi uma delícia relembra como era bom conversar com o senhor, ouvir suas histórias e aprender coisas novas, voltei a me sentir aquela pequena criança que via no senhor a imagem de um "herói" masculino que não possuía em casa. Claro que em ninha época de infância eu não possuía esse discernimento, pra mim o senhor era o avô que pescava no alto mar e desafiava os monstros que lá existiam, o destemido que não possuía medo da morte e trocava tiros para proteger sua honra, o gênio que fez fortuna a partir da inovação, o fumante que me ensinava que fumar faz mal e o alcoólatra que me dizia que beber não traz felicidade.
Entendo que suas visitas não poderão ser constantes, pois sua vida agora é em outro lugar, mas te digo que sentirei falta das nossas conversas e de suas histórias repetidas, do tempo que iríamos passar juntos e do tempo que não iríamos. 
Sinto falta de saber que não bastará mais atravessar a rua para lhe ver, terei que dormir e esperar que um dia visite meus sonhos novamente.


Não é o meu melhor texto, mas é um que me emociona bastante, pois me faz recordar de meu avô.

1 comentários:

Michelle Borges disse...

que lindo, meu querido!
tenho certeza que onde quer que seu avô esteja, se ele sentir essas suas palavras, estará muito, mas muito feliz!!!

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